A Animar participou no seminário Desenvolvimento Local Práticas e Reflexões, que decorreu em Almada, no dia 7 de Novembro, organizado pelo CLDS e DLBC urbana e dedicado aos projetos realizados e implementados no concelho. Nele foram dadas a conhecer práticas, tendo-se reflectido sobre os desafios que hoje são colocadas ao desenvolvimento local e comunitário.
Os presentes no seminário consideraram que:
- na implementação de projetos, é extremamente importante envolver as pessoas em processos participativos, conducentes tanto à sua mudança individual como das organizações, contribuindo assim para que as pessoas e as entidades, em particular as mais vulneráveis, sejam parte integrante dos projetos de desenvolvimento propostos;
- é necessário mais planeamento e organização das intervenções nos territórios, coerente com uma visão estratégica sustentada e promotora da coesão dos mesmos – lacuna por onde passam alguns dos atuais constrangimentos e bloqueios ao desenvolvimento local, o que conduz à implementação de politicas e objectivos sujeitos à lógica do momento.
Do debate realizado resultou uma importante conclusão: as organizações europeias e nacionais disponibilizam recursos para os territórios sem que haja concertação e articulação, resultando em alguns casos sobreposição de intervenções e dispersão de recursos, dada a inexistência de um foco apostado na mudança das pessoas, organizações e territórios, o que torna urgente uma maior articulação e/ou complementaridade entre elas.
Foram igualmente referidas outras preocupações, como:
- o tempo de duração dos projetos (clds/dlbc/rlis...) por norma têm a duração de 3 anos, o que as entidades consideram ser pouco tempo para resolver problemas sociais e implementar processos de mudança nas comunidades/territórios;
- a necessidade de simplificar os processos burocráticos inerentes ás candidaturas;
- a necessidade de se aprofundar as relações institucionais de parceria e colaboração;
- a necessidade de se envolver os vários atores locais (sociedade civil) na promoção do seu desenvolvimento, criando serviços e recursos que contribuam para os eu bem-estar;
- a importância de todos – organizações, financiadores, poderes políticos, sociedade civil e equipas técnicas – estarem comprometidos com o desenvolvimento dos territórios/comunidades.