A iniciativa contou com a participação de 27 pessoas em representação de 11 entidades associativas e foi dedicada à apresentação do processo da MANIFesta e ao enquadramento da participação dos associados no âmbito desta edição da MANIFesta, tendo sido realizada uma visita interpares no período da tarde.
No período da manhã, após a realização do acolhimento e das boas-vindas por parte do Presidente da junta de freguesia de Lagares e Figueira, Nuno Coelho, do Coordenador da ADER SOUSA, José Sousa Guedes, Jorge Claro, em representação da Direção da Animar, fez um breve enquadramento acerca da realização da Assembleia Regional do Norte como um dos marcos de preparação da MANIFesta que vai decorrer nos dias 1 e 2 de julho, na Covilhã.
Célia Lavado, coordenadora da iniciativa, fez o enquadramento e a apresentação do pré-programa da MANIFesta, e apresentou as condições para participação dos associados, que requer a apresentação de propostas para o programa, cujo convite já foi divulgado e está aberto para recolha de propostas até dia 31/5/2022.
A esse propósito, Manuel Solla, em representação da Atlas, congratulou a iniciativa de alargamento da parceria de realização da MANIFesta, destacando a importância de haver apoio não só às associadas da Rede Animar, mas também a outras coletivos e movimentos sociais que queiram participar na MANIFesta.
Depois de uma reflexão sobre a forma como devem ser articuladas as várias propostas com o programa geral, Cláudia Costa, em representação da ADER SOUSA, deixou a sugestão destas puderem ser apresentadas por eixo, por forma a possibilitar uma maior participação das pessoas.
Ana Dinis, em representação da EDUPA, destacou a importância de haver uma reflexão sobre como é que se educa para o Desenvolvimento Local, tendo sido questionada a forma de participação dos jovens no associativismo e, em particular, na MANIFesta, cujo debate decorrerá na Assembleia Regional de Lisboa, a realizar no próximo dia 21 de maio de 2022.
Considerando o momento atual, em que assistimos à descentralização de competências para os municípios, inclusive na área da educação, e tendo presente que estão a ser construídos os Plano Planos de Inovação - Autonomia e Flexibilidade Curricular dos Agrupamentos de Escolas, o Prof. Mota Alves, em representação da ATAHCA, destacou a importância de promover a sensibilização dos agrupamentos e dos Conselhos Gerais das Escolas, assim como das autarquias locais para estas temáticas.
No período de auscultação dos associados, cada uma das entidades presentes fez uma breve apresentação sobre o seu trabalho, identificação das suas principais fontes de financiamento e das preocupações sobre o futuro, destacando-se a necessidade de pensar lógicas de:
- alternativas de financiamento, sobretudo em articulação com o Orçamento de Estado;
- financiamento em consistência com as características dos territórios e a avaliação de impacto dos projetos;
- maior adaptação dos financiamentos à realidade, numa perspetiva de co-construção dos territórios;
- relação da economia social e com as empresas;
- relação dos financiadores com as entidades, sobretudo no que respeita ao acompanhamento pedagógico dos projetos;
- novas práticas e experiências para o futuro, sobretudo para as pessoas que estão excluídas das respostas típicas;
- trabalho em rede: comunidade – organizações, plataformas/espaços de participação – Municípios e CIM’s;
- medidas de apoio à capacitação das comunidades, que possibilitem a descodificação de programas/financimentos e fomentem o envolvimento e o diálogo com todas as pessoas, passando assim os beneficiários a ser verdadeiros atores dos processos.
Em suma, David Teixeira, em representação do Ecomuseu de Barroso, reforçou a necessidade das entidades deixarem de mitigar financiamentos e se adaptarem a uma nova realidade, pois o atual contexto – pós pandemia e plena guerra na Ucrânia, vai certamente redirecionar os financiamentos para a defesa da Europa e resposta à crise económica em que vivemos. Acrescentou ainda que os municípios precisam de interlocutores no território para animação e dinamização social, pelo que devem existir estratégias locais articuladas, que possibilitem o estabelecimento de contratos programa para projetos com impacto nas comunidades.
O próximo quadro comunitário será direcionado para projetos de transformação dos territórios, sendo que a Animar, enquanto Rede, dispõe de recursos com competências e capacidades de inovação social, de promoção da intergeracionalidade, de criação do novo rural, que foi despertado pela pandemia, e de preservação de identidade do território.
Manuel Solla destacou ainda que a intervenção nos territórios tem que ser exigente e que as entidades devem ser mais intervenientes nos espaços de democracia que existem, nomeadamente nas Assembleias de Freguesia e nas Assembleias Municipais.
Por fim, José João reforçou ainda a importância da ligação entre educação popular e as metodologias de educação de adultos com metodologias de educação comunitária, bem como a necessidade de existência de contratos programa para apoio à implementação das política públicas.