Aconteceu a terceira Assembleia Regional MANIFesta - Lisboa e Vale do Tejo

21/05/2022 |
Aconteceu a terceira Assembleia Regional MANIFesta - Lisboa e Vale do Tejo

 

A Assembleia Regional MANIFesta de Lisboa aconteceu no passado sábado, dia 21 de maio de 2022, na sede da UMAR em Alcântara. Esta foi a terceira do conjunto de quatro assembleias regionais que antecedem a MANIFesta 22.

 

Tratou-se de um evento em formato híbrido que congregou cerca de trinta pessoas reunidas para partilhar preocupações, visões e projetos relacionados com o desenvolvimento regional em contexto urbano, as dificuldades com que se deparam e os desafios que enfrentam.

Na parte da manhã, dedicada aos/as associados/as da Região de Lisboa e Vale do Tejo com o propósito ouvir e recolher os contributos e propostas destes associados/as para a MANIFest, houve espaço para re-des-cobrir esta Rede Animar, em contexto urbano:

- uma realidade que se renova atenta as múltiplas dimensões e valores do seu agir: o territorio, igualdade, a democracia e a ecologia face aos desafios da coesão

- uma dinâmica tecida de diversidades que evidencia a vitalidade e o potencial do movimento associativo na construção social de uma sociedade portuguesa democrática, solidária, inovadora, ao mesmo tempo atenta as identidades e cosmopolita (sobretudo no caso da região de LVT).

Depois da apresentação do ponto de situação dos trabalhos em curso no âmbito da preparação da MANIFesta 2022 e das possibilidades de apoio que a Animar pode prestar à Rede para participação nesta edição da MANIFesta. Houve ainda oportunidade para discutir as relações entre o Estado e a sociedade civil, destacando-se a importância de reconhecer o espaço das entidades da economia social na realidade portuguesa.

Foi também abordada a forma critica e a falta de adequabilidade dos financiamentos às necessidades dos territórios e das comunidades, pois não é possível intervir em problemas sociais complexos e permanentes como a pobreza ou as desigualdades por via de “projetos intermitentes”.

O tema do financiamento, surgiu assim como crucial para a sustentabilidade das entidades da economia social, sendo uma condição crucial para garantir estabilidade, coerência e consistencia ao seu agir.

A este propósito, João Ferrão, associado individual e comentador desta iniciativa, destacou que a questão financeira ganha ainda um papel mais preponderante na medida em que a descontinuidade do financiamento obriga inclusivamente as entidades a contribuírem para o trabalho precário e propôs que seja criado um grupo de trabalho para repensar o tema do financiamento e definir estratégias eficazes que possibilitem garantir o reconhecimento e a sustentabilidade das organizações.

Nesse sentido, foi ainda referido que a precariedade dos trabalhadores e trabalhadoras das entidades da economia social é um sinal contraditório que evidencia a importância de um financiamento adequado que garanta a sustentabilidade.

Na parte da tarde, dedicado a novas entidades associadas ao nível nacional, houve espaço para a apresentação das novas associadas que na sua variedade evidenciaram a vitalidade da sociedade civil portuguesa nos diversos domínios do desenvolvimento local:

A Rede Animar surge como um espaço de inovação social, um tecido variado que inclui os contextos rural e urbano; e se concretiza em práticas diversas que incluem a engenharia aerospacial e o futebol de rua, a dança e a inclusão social, e os projetos da eco-sustentabilidade.

A reflexão e debate sobre o trabalho de Juventude e Desenvolvimento Local e a participação de jovens na MANIFesta’22 foi o último tema discutido nesta reunião.

Foram apresentadas e discutidas diversas propostas de concretização desta iniciativa que quer dar uma nova face a MANIFesta 22

e apostar no reforço da participação juvenil na construção de uma democracia plena e participativa. No entanto, se quisermos um maior envolvimento dos/as jovens, é fundamental ouvi-los/as.

Contudo, a escola será um parceiro essencial no trabalho a desenvolver neste domínio, conjuntamente com as equipas das associações, com o objetivo de promover a educação para a cidadania. A este propósito, foi ainda destacada a necessidade de criar sinergias com os movimentos juvenis, bem como uma aproximação da Rede Animar dos fora já criados (ex. Conselhos Municipais de Juventude).

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