Em contexto de pandemia, a sessão decorreu online e reuniu um conjunto alargado de memórias e de perspectivas para um mundo cheio de incertezas.
O momento ficou marcado pela associação que cada participante fez de um objecto à CooLabora. Foram muitas as histórias, as estórias, as memórias e os sonhos trocados, que culminaram com as razões de celebração da cooperativa de intervenção social, nomeadamente, o empenho e persistência da equipa, das/os cooperantes, das pessoas que fizeram estágios e das voluntárias e amigas. E porque o trabalho colaborativo faz intimamente parte do ADN da CooLabora, foi, também, celebrado o trabalho colectivo com as entidades parceiras e com todas as redes onde a cooperativa está envolvida.
Em suma, a celebração foi sobre o que move e continuará a mover a CooLabora:
1) a construção da igualdade entre homens e mulheres porque é a mais invisível, a mais consentida e transversal de todas as discriminações;
2) a luta contra a violência doméstica e de género, que atenta directamente contra os direitos humanos;
3) a igualdade no acesso à educação de crianças e jovens que vivem com recursos escassos;
4) a integração de pessoas que são de uma etnia não maioritária; e
5) a experimentação de outras formas de organização económica e social que escapam à lógica capitalista mercantil, como o espaço Troca a Tod@s que ainda não foi inaugurado, mas que funciona, ou a reflexão e acção que se começa a encetar sobre uma educação transformadora.
A presidente da direcção da CooLabora destacou, ainda, a urgência “do aqui e do agora” e a tensão permanente e contraditória entre reforma e transformação: “Porque há urgências que se impõem, como as crianças que precisam de estudar e não têm condições, ou as vítimas que batem à porta do gabinete, onde temos de agir com uma intervenção remediativa, mas não esquecemos que o nosso caminho é a transformação, para uma sociedade mais igualitária, democrática, justa e ecológica”, referiu Graça Rojão.
Aos 13 anos, a CooLabora continua a procurar no presente as sementes de um futuro possível, de utopias concretas e é nessa imaginação projectual que constrói os passos e o caminho, do ainda-não, ou, como diz o Boaventura Sousa Santos, do “modo como o futuro se inscreve no presente e o dilata” enquanto possibilidade concreta e consciência emancipatória.