Decorreu, nos dias 1 e 2 de julho, na Covilhã, a 14ª edição da MANIFesta – Assembleia, Feira e Festa do Desenvolvimento Local, sob o lema Construir Comunidades Justas e Sustentáveis.
Ao longo de dois dias, estiveram envolvidas mais de 100 pessoas e 57 entidades na organização deste evento, na sua maioria representativas do tecido associativo (local e nacional), que contribuíram para a realização de 1 caminhada, 1 prova gastronómica, 10 debates, 1 Assembleia de Jovens, 1 Feira Troca a Tod@s, 1 Feira do Livro Dado, 1 oficina de dança, 1 oficina de música, 23 oficinas mãos na massa e 26 partilhas de experiências, tendo sido alcançada a participação de mais de 200 pessoas.
Em resultado dos debates e reflexões realizadas, foi elaborada a Declaração da MANIFesta, que representa a diversidade de um coletivo de 12 organizações e foi construída a partir da inspiração e da intervenção da sociedade civil organizada e que se encontra disponível para subscrição.
É um MANIFesto que:
- Põe em comum experiências de Desenvolvimento Local a partir de um foco, o território, dois valores, a igualdade e a democracia, e dois meios, a abordagem socioecológica e a educação.
- Cria pontes entre movimentos sociais e as respetivas agendas, em colaboração e cooperação.
- Resulta de um espaço de aprendizagem, partilha e aprofundamento, que procura responder aos desafios societais e da sustentabilidade com o propósito de promover a justiça social, a dignidade, a participação e a regeneração dos ecossistemas que suportam a vida.
- Afirma a necessidade de submeter as decisões políticas a critérios associados à procura do bem comum, à proteção do ambiente e ao combate às alterações climáticas, considerando as gerações presentes e futuras.
- Exige o reconhecimento da sociedade civil organizada e a valorização das entidades da economia social e solidária, enquanto parceiras ativas na construção, monitorização e avaliação de políticas públicas.
- Identifica a necessidade de as políticas públicas, e de as medidas que as concretizam, assumirem um carácter de continuidade a médio e longo prazo.
- Defende a cultura, a educação de base comunitária e a cidadania como fatores emancipatórios de comunidades e pessoas.
- Identifica ações que contribuam para a transformação de um sistema gerador de desigualdades sociais e de pobreza, promovam a saúde para todas e todos, e instituam a igualdade como princípio estrutural.
- Valoriza iniciativas transformadoras, o conhecimento local e outras formas de conceber a sociedade e a economia na sua relação com o ambiente.
- Apela a processos de avaliação centrados no impacto real e efetivo das intervenções na transformação social rumo a uma sociedade de bem-estar, em detrimento de meras métricas de execução e de obtenção de resultados de curto prazo.
Saiba mais informações sobre a MANIFesta Covilhã AQUI
Nota: Para efeitos do REGULAMENTO (EU) 2016/679 DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 27 de abril de 2016 e da Lei nº 58/2019 de 8 de agosto que executa o mesmo na jurisprudência nacional, relativo à proteção das pessoas singulares no que diz respeito ao tratamento de dados pessoais, enviaremos toda a informação para resposta ao seu e-mail. Garantindo desde já o cumprimento do disposto no quadro legal em questão e salvaguardando o seu direito à informação.