Nas teias da intervenção: trabalho social, formação pós-graduada e práticas profissionais na economia social
Autores/as
Vera Lúcia Alves Pereira DiogoSinopse
"Esta investigação, radicada numa perspetiva pluriparadigmática, esteada nas teorias do conflito (Marx, 1990 [1890]) e na sociologia compreensiva (Weber, 1922), teve como objeto de estudo os processos de identificação socioprofissional de trabalhadores sociais pós-graduados, inseridos em organizações da economia social (OES).
Editora
Faculdade de Letras da Universidade do PortoSobre
Guiada pelo intuito de saber como se configuram aqueles processos, na confluência entre a formação académica, os contextos organizacionais da economia social, e as orientações paradigmáticas da intervenção social, interessou-se em: i) avaliar o posicionamento dos mestrados e dos trabalhadores sociais, face aos paradigmas assistencialista e da inovação social, tendo em conta os efeitos das políticas sociais; e em ii) compreender como se constroem os processos de identificação dos trabalhadores sociais pós-graduados, inseridos em OES, considerando a proximidade ou distanciamento em relação ao campo formativo, e ao campo organizacional.
O estudo estruturou-se em duas dimensões: a dimensão educativa, na qual se analisaram dois mestrados, a partir dos quais se chegou a 10 trabalhadores sociais pós-graduados, cujos discursos foram analisados, na dimensão socioprofissional. A abordagem empírica concretizou-se em entrevistas semi-estruturadas às equipas docentes de ambos os cursos e aos trabalhadores sociais; e em análise documental dos regulamentos, planos de estudos e outra documentação dos cursos.
Os discursos dos entrevistados e a informação das fontes documentais foram sujeitos a análise de conteúdo de tipo categorial. A imbricação entre as duas dimensões perspetivou-se na estruturação de um multi-espaço de qualificação e de organização, que medeia as articulações entre o modelo profissional socializado na formação e o modelo profissional adotado pelos trabalhadores sociais, tendo em conta as proximidades identitárias aos dois níveis de formação e às organizações empregadoras; e aos grupos de referência salientados ‒ grupo profissional associado à formação inicial (FI); conjunto dos trabalhadores sociais."
(in Introdução)