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O Quadro de Ação é uma ferramenta de apoio técnico que pretende auxiliar os Estados-membros das Nações Unidas na implementação efetiva do Protocolo das Nações Unidas Relativo à Prevenção, Repressão e Punição do Tráfico de Seres Humanos, especialmente Mulheres e Crianças (adiante designado abreviadamente por Protocolo das Nações Unidas Relativo ao Tráfico de Seres Humanos). O Quadro de Ação é composto por uma parte narrativa e um conjunto de tabelas.
A Mutilação Genital Feminina (MGF) continua a ser praticada ao abrigo de uma alegada legitimação cultural, religiosa ou de práticas ancestrais. Esta e outras práticas tradicionais nocivas, tais como o apedrejamento, a queimadura com ácido, a punição em praça pública, o casamento forçado e/ou precoce, a escravatura, o tráfico e exploração sexual, constituem uma clara violação dos direitos fundamentais e afectam mulheres de todas as idades, culturas e religiões, reforçando uma desigualdade entre homens e mulheres que impede a fruição dos direitos, garantias e liberdades dos seres humanos.
A presente edição da publicação Igualdade de Género em Portugal pretende divulgar a situação de mulheres e homens em Portugal em 2014, atualizando assim um instrumento que a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género tem vindo a disponibilizar há três décadas e meia, tendo surgido pela primeira vez por ocasião da 2.ª Conferência Mundial sobre as Mulheres, das Nações Unidas, em 1980.
Este kit tem como objectivo primordial servir como instrumento orientador na implementação de acções de formação que visem o problema do TMPFES, junto dos/as diversos/ as profissionais que actuam sobre este fenómeno, bem como junto da população em geral.
O tráfico de seres humanos, nas suas várias vertentes, tem vindo a conhecer um mediatismo sem precedentes nos últimos anos, assumindo-se como um dos temas centrais na agenda política de vários governos e organizações de âmbito regional e internacional.
No campo do Tráfico de Seres Humanos, relatórios recentes de fontes variadas têm salientado uma tendência de crescimento acentuado a que se associam novos factores de complexidade e de permanente reconfiguração. Neste problema combinam-se características que o identificam como um problema existente, mas resguardado por uma opacidade que, dificultando uma mensuração em quantidade e natureza do problema, vem a ter consequências gravosas no grau do seu reconhecimento cívico-político.
O fenómeno do tráfico de seres humanos para fins de exploração sexual assume características ancestrais e universais, é persistente, alimenta-se do desrespeito pelos direitos humanos e da persistência de factores sociais que agravam as condições de vida das vítimas, tais como a insuficiência do rendimento disponível, a ausência ou debilidade das habilitações literárias, a falta de protecção dos direitos civis, a desigualdade de género significativa, a ausência de um ambiente social protector, e beneficia do beneplácito de uma cultura leiga que é, sob vários aspectos lasciva e, por conseguinte, conivente com este fenómeno de exploração da condição e dignidade humanas.
Assume-se como um instrumento de apoio às organizações/instituições que, no âmbito da sua actuação, venham a criar um Centro de Acolhimento e Protecção para Vítimas de Tráfico. Tem como principal suporte a experiência de outros países sobre o problema, ao nível do acolhimento de mulheres vítimas deste crime, a experiência vivida no Centro de Acolhimento e Protecção, bem como o trabalho em parceria alargada, que envolveu instituições públicas e ONG's, com intervenções diferenciadas nas áreas do combate ao tráfico de mulheres para fins de exploração sexual e no apoio e protecção às respectivas vítimas.
O problema da violência doméstica constitui uma chaga social no nosso país. Na verdade e infelizmente correspondendo a uma cultura longamente enraizada em alguns meios sociais e familiares acerca do uso da violência contra familiares e próximos, o país continua a ser tragicamente conhecido por altas taxas deste tipo de criminalidade.
Através da definição de um conjunto de conhecimentos básicos e de linhas orientadoras da prática profissional com esta população, este manual contribui para romper o silêncio que remete a realidade da violência doméstica LGBT para o estatuto de inexistência. Em paralelo, o trabalho aqui apresentado vai ao encontro de uma recomendação unânime na literatura: a necessidade urgente de formação dos/as profissionais que, no terreno, intervêm diretamente com vítimas de violência doméstica sobre as especificidades da violência que atinge pessoas LGBT.
Com este documento, a CIG visa promover e partilhar o conhecimento relativo à situação atual de mulheres e homens em várias áreas da sociedade, nomeadamente na educação, emprego e desemprego, conciliação entre a vida pessoal, familiar e profissional, pobreza, poder e tomada de decisão, violência de género e LGBTI.
Os Planos Nacionais para a Igualdade (PNI) têm contemplado um conjunto de medidas de cariz estruturante, comuns a todas os sectores sociais e a serem implementadas por todos os órgãos da administração pública, central e local. Uma dessas medidas reporta-se à comunicação institucional e à linguagem utilizada pelos serviços públicos.
Este guião reuniu conhecimentos e experiências diversas em torno de um objetivo comum: favorecer a aprendizagem do exercício da cidadania por parte de raparigas e rapazes. Ele responde ao desafio de converter em propostas de conhecimentos e de práticas a complexa aprendizagem de um exercício efetivo da cidadania por parte de raparigas e rapazes, livre de preconceitos de género.
No panorama educativo parece consensual que o conceito de igualdade de género faça parte integrante, de forma inequívoca, do conteúdo dos discursos e dos documentos normativos que são produzidos a vários níveis de decisão. No plano teórico é aceite, sem grandes debates, que todos os seres humanos deverão ser livres de desenvolver as suas aptidões e de tomar as suas decisões num contexto inclusivo respeitador das múltiplas individualidades, independentemente das crenças valorizadas socialmente acerca das características e dos comportamentos tradicionalmente atribuídos aos homens e às mulheres.
As questões relativas ao género e cidadania fazem parte do quotidiano da vida das crianças e entram, naturalmente, na vida da escola. Muitas vezes, alegando-se a sua transversalidade, a abordagem desta área acaba por ser desvalorizada. Não é fácil o desenvolvimento de um trabalho educativo sustentado em torno destas questões, nomeadamente em contexto de sala de aula, pelo que elas tendem a ser muitas vezes ignoradas e/ou reprimidas.