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O projeto Literacia para a Igualdade de Género e Qualidade de Vida: Lideranças Partilhadas, desenvolvido entre março de 2010 e março de 2012, teve como finalidade mobilizar a sociedade civil no empoderamento de comunidades, introduzindo a perspetiva da igualdade de género na abordagem ao desenvolvimento e à qualidade de vida das populações
Portugal tem registado, desde 2003, uma evolução muito positiva, quer no âmbito das políticas, quer das práticas de acolhimento e integração dos imigrantes, para as quais têm contribuído as intervenções do Estado ao nível da administração central e local, mas também das organizações da sociedade civil e das próprias comunidades imigrantes, o que tem sido objeto de reconhecimento a nível nacional e internacional.
Num momento da nossa história global em que, aparentemente, se tornou mais difícil advogar a capacidade de vivermos juntos na diferença, impõe-se clarificar que, quando falamos de integração, nem tudo significa o mesmo. Frequentemente utilizados enquanto sinónimos, conceitos como multiculturalismo, interculturalidade e assimilação encerram em si significados e formas de promover a integração que resultam, a longo prazo, em modelos de sociedade absolutamente diferenciados.
Era uma vez uma cidade pintada de cinzento.
As casas eram cinzentas, os jardins eram cinzentos, cinzentos eram os carros e os caminhos também. Na cidade, tudo existia pintado da cor cinzenta... até as pessoas.
Um dia, porém, chegou à cidade cor de cinza uma família muito diferente de todas as que ali viviam.
Ao longo da história, as pessoas têm-se movimentado, muitas vezes para melhorarem as suas condições de vida, para darem às suas famílias e filhos melhores oportunidades ou para fugirem à pobreza ou a perseguições, instabilidade e guerra.
As mudanças na sociedade implicam novos e constantes desafios para as escolas, nomeadamente no que diz respeito à procura de respostas para todos os alunos, em particular para aqueles que estão mais vulneráveis a um baixo desempenho, ao abandono escolar e, consequentemente, à marginalização.
Pequenas coisas, pequenas atitudes que , afinal, trazem novas perspetivas para a ação individual do professor e para a construção de uma escola ao gosto de cada um e da dimensão do mundo.
As novas sociedades contemporâneas e as suas maneiras “outras” de ser, de estar, de olhar... exigem leitores capazes de pensar e de se pensarem, de questionar e de se questionarem, de reflectir e de se projectarem num futuro que se quer comum e mais justo. A Literatura para a Infância, enquanto representação do real, é um elemento de compreensão do mundo em transição e mudança em que vivemos.
Esta brochura é para os pais e mães, imigrantes em Portugal, que têm filhos pequeninos e se preocupam, como todos os pais, com o seu bem-estar e o seu futuro, na terra que escolheram para viver
A dimensão religiosa é uma componente fundamental da identidade e da cultura dos povos e marca profundamente muitas das comunidades que atualmente se cruzam entre nós. Esta diversidade de crenças, valores e de afirmações identitárias baseadas na pertença religiosa constitui-se como um espaço privilegiado para o aprofundamento de uma cultura plural e aberta ao diálogo.
A Educação Intercultural signifi ca aprender a viver (e comunicar) com os outros num mundo que é de todos.
Toda a gente tem uma palavra a dizer e todos estamos envolvidos, sobretudo a sociedade de acolhimento.
As grandes religiões dão voz às inquietações mais profundas das pessoas. Foram nascendo e ganhando corpo em contextos diferentes. São repositórios de tradições culturais e de valores das comunidades onde nasceram.
Este módulo de formação, elaborado pela Dr.ª Isabel Cochito e publicado pelo núcleo do Secretariado Entreculturas presente no Alto Comissariado para os Imigrantes e Minorias Étnicas, é um texto certamente alicerçado em sólidas bases teóricas mas sobretudo resultante da experiência da acção dos mais de treze anos de vida daquele Secretariado, nos quais sobressaem o tempo de preparação e de execução do Projecto de Educação Intercultural (1993-1997) e os anos em que as lições desse projecto foram reflectidas, avaliadas e disseminadas, como de resto nele se previa
O projeto Aprender e Cooperar na Diversidade, promovido pelo Alto-Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI), teve como um dos objetivos “a disseminação dos fundamentos de uma aprendizagem intercultural e inclusiva, através da concretização da formação (Oficinas/módulos) de professores, educadores e outros agentes da comunidade educativa, no sentido de capacitá-los para uma abordagem contextualizada do trabalho com a diversidade, tendo em vista a equidade em educação”.
O princípio da compaixão está no cerne de todas as tradições religiosas, éticas e espirituais, convidando-nos permanentemente a tratar todos os outros como gostaríamos de ser tratados. A compaixão impele-nos a trabalhar incansavelmente a fim de aliviar o sofrimento do nosso próximo, a abdicarmos de ser o centro do nosso mundo e a colocar lá o Outro, e a honrar a santidade inviolável de cada ser humano, tratando todos, sem excepção, com absoluta justiça, equidade e respeito.
Nos últimos anos, crianças das mais diversas origens sociais, culturais e linguísticas têm vindo a diversificar e a enriquecer as nossas escolas. A sua integração e percurso escolar, nomeadamente em Português, a língua de ensino, coloca-nos alguns desafios.
Esta publicação vem dar resposta a estas questões de uma forma profunda, clara e de leitura muito agradável. Conseguir sintetizar uma actividade de aplicações tão diversas e que é dirigida para um leque tão variado de pessoas, não só pelas suas origens étnicas e culturais como também por se encontrarem numa multiplicidade de situações que implicam a interacção com um mundo que lhes é, pelo menos parcialmente, desconhecido, merece, sem dúvida, um agradecimento da nossa parte a todos quantos contribuíram para a elaboração deste caderno.